É comum que as famílias se preocupem com quanto tempo os filhos e filhas passam diante das telas e, ao mesmo tempo, olhem o celular durante o jantar, respondam mensagens enquanto ajudam com a lição de casa ou percam o fio da conversa por causa de uma notificação. As crianças observam tudo o que os adultos de referência fazem e, a partir desses exemplos, vão construindo formas de se relacionar com a tecnologia.
Dito isso, usar o celular na frente dos filhos e filhas não é, em si, um problema. A vida adulta funciona em grande parte pelo celular: para trabalhar, para se comunicar, para se organizar. A pergunta não é se a tecnologia é usada, mas como ela é usada e que lugar ocupa nos momentos compartilhados em família.
O que é a technoference?
Por definição, a technoference é a interrupção ou interferência da tecnologia em uma interação com outras pessoas ou no tempo compartilhado. Na criação dos filhos, ela se refere às situações em que o celular ou outro aparelho se mete no meio de uma conversa, de uma atividade ou de um momento entre pais, mães e filhos e filhas.
Em palavras mais simples, não se trata só de usar tecnologia, mas do que acontece quando a tela começa a ocupar um lugar que interrompe a conexão. Pode acontecer em uma refeição, em um momento de brincadeira ou em uma conversa do dia a dia.
Pensar nesse conceito pode ajudar a olhar com mais atenção para o lugar que o celular ocupa na vida familiar. Quando essas interrupções se tornam frequentes, pode sobrar menos espaço para conversar, perceber o que a outra pessoa está sentindo e estar disponível em momentos importantes. E, como as crianças aprendem observando os adultos ao seu redor, essa forma de se relacionar com a tecnologia também é transmitida.
Perguntas para se autoavaliar
Observar o próprio uso do celular pode ajudar a identificar quais momentos queremos cuidar mais na vida familiar:
Não há respostas certas nem erradas. Só informações que podem nos ajudar a ter mais consciência.
Pequenas ideias que podem fazer diferença
Não se trata de fazer tudo perfeito, mas de fazer alguns ajustes que ajudem a cuidar dos momentos compartilhados. Algumas ações concretas que podem servir de modelo para hábitos digitais mais saudáveis em casa:
★ Xoul: uma ferramenta para abrir conversas sobre o mundo digital
O Xoul envia a você relatórios e Novidades sobre o comportamento digital do seu filho ou filha no WhatsApp, de forma segura e cuidando da privacidade dele ou dela. Pode ser uma forma de ter acesso a informações que muitas vezes não aparecem no dia a dia e, a partir disso, abrir perguntas e conversas em família.
Mais do que dar respostas fechadas, o Xoul busca acompanhar a reflexão: não só sobre os hábitos digitais dele ou dela, mas também sobre os de toda a família.
Com o Xoul, você recebe relatórios privados sobre riscos, emoções e momentos importantes, sempre com um olhar respeitoso.

