Resposta direta: desde 20 de julho de 2026, o governo do México realiza mesas semanais com especialistas para analisar a regulação das redes sociais, do celular e da inteligência artificial para crianças e adolescentes. O objetivo declarado não é proibir de forma unilateral, e sim construir uma proposta de consenso que será enviada ao Congresso. Enquanto nada é definido, a regra atual já restringe as redes para menores de 13 anos, e as famílias podem acompanhar a vida digital dos filhos com diálogo e ferramentas respeitosas.
A presidente Claudia Sheinbaum anunciou que, toda segunda-feira, durante pelo menos um mês, serão apresentadas evidências científicas na coletiva de imprensa matinal para analisar o impacto do uso de redes sociais, dispositivos móveis e inteligência artificial na infância e na adolescência. As mesas reúnem especialistas em saúde mental, educação, tecnologia, direitos da infância e políticas públicas.
O processo vai terminar em uma proposta de orientação e regulação que será enviada ao Congresso da União. O governo destacou que a meta é um consenso social que proteja a saúde e o desenvolvimento de crianças e adolescentes, não uma proibição imposta.
A discussão pública costuma oscilar entre dois extremos: proibir o acesso ou vigiar tudo o que os jovens fazem. A evidência clínica sugere um terceiro caminho: acompanhar. Restrições sem diálogo tendem a deslocar o problema; vigilância sem consentimento desgasta a confiança justamente quando ela é mais necessária.
Acompanhar significa conversar, combinar regras juntos e ter clareza sobre o bem-estar do filho ou da filha sem invadir a intimidade dele ou dela. No nosso guia de acompanhamento parental, explicamos a diferença em relação ao controle tradicional.
Não. O que existe é um debate nacional em andamento (julho–agosto de 2026) para construir uma proposta de regulação. A regra atual restringe o cadastro de menores de 13 anos e exige consentimento comprovado dos pais entre os 13 e os 15.
Não há data definida. A proposta que sair das mesas precisa passar pelo Congresso da União.
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